dedicado a todos os sons perdidos...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Joanna Newsom

Sim, agora estou verdadeiramente confuso.

Após escutar esta harpa e esta voz sinto-me tentado em rumar à Aula Magna no próximo dia 2 de Maio!

Ajudem-me a decidir...


Joanna Newsom - Sprout and the Bean

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Fausto...

Existem coisas verdadeiramente espantosas...

Aproximadamente, dez anos atrás, o meu amigo pacl (l'enfant terrible) depois de voltar da sua viagem pela Holanda, deu-me de recuerdo, uma espantosa relíquia que encontrara numa loja de discos: Um exemplar do sempre magnífico e inigualável por este rio acima...

No dia de hoje, qual não é o meu espanto, em frenéticas pesquisas sobre Fausto, a única página, digna desse nome, que me aparece é de um holandês...

Tenho de admitir que isto não deveria ser possível, e substituo espantosas por vergonhosas...


Fausto... nl

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Galaxie 500 & New Order

Dupla satisfação no myspace dos Galaxie 500.

Além do maravilhoso when will you come, já lá vão 18 anos; parece que foi ontem...



uma versão de ceremony, ao vivo...






... Já agora, o original, passados 23 anos, também ao vivo...





... ou 26, em NYC, com Bernard (Albrecht) Sumner, perfeitamente irreconhecível...






quarta-feira, 25 de abril de 2007

25 de Abril...SEMPRE ! ! !




Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.


Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.






























A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

O Pintor morreu...

O Pintor morreu...




Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou:

Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir.

Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores.

De quem é o carvalhal? É nosso!

Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso.

Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena.

Diz lá, valeu a pena a travessia?

Valeu pois.










domingo, 22 de abril de 2007

2007.ABRIL.22 - Analog Days - Indie Lx - Londres



Ainda hoje, passado tanto tempo, não me sinto indiferente a decades, the eternel, atmosphere, disorder, …

Ainda hoje, tenho um carinho muito grande por movement, que comprei a meias com alguém, por uns míseros mil escudos, numa feira da Gare do Oriente, já lá vão “uns anitos”!

A C7 de analog days lembra-me as de Daniel Johnston e o seu mercado artesanal.
Não tenho hoje, em minha casa, nenhum leitor analógico em que pudesse ouvi-las - somos uns vendidos da era da globalização digital actual…
A nossa honra, é apenas salva, pelos milhares de mp3, que circulam pelos cabos dos nosso phones…

“Esta é uma boa canção” – Faço minhas as palavras de Martin. Mais do que isso é a melhor deste século – so here we are é única ! ! !

Já não me sentia levado por uma música, numa sala de cinema, desde Charlotte e Bob naquela viagem de taxi no fim da noite, ao som de sometimes, naquele filme em que a tradução portuguesa é que é um lugar estranho…

Políticas e outros conteudos à parte, Analog Days não é o resumo de três décadas musicais, mas faz muito bem a sua ligação…

Sinceramente, apenas espero que nunca tenha o seu título em português, não vá alguém chamar-lhe – “Os dias do Vinil”…












sábado, 21 de abril de 2007

2007.ABRIL.20 - Sofa Surfers - São Jorge




Não foi divinal!

Não foi sublime!

A coordenação com as imagens de Paul Glawogger é perfeita. As vozes, os sons, os efeitos e a guitarra, ... também!

Mas não foi do "outro mundo"!

Foi um arranque de Festival muito musical, muito Indie...















sexta-feira, 20 de abril de 2007

DREAMEND...JÁ!!!


Decididamente, não consigo parar de ouvir Dreamend.

Vou dizer uma grande asneira mas sinto-me a flutuar entre as guitarras sónicas dos Mogway, Sonic Youth ou My Bloody Valentine e os sons mais calmos dos Blue Nile e depois voltar ao psicadelismos dos Pink Floyd in Live at Pompeii...

Não me canso de ouvir as "Elipsis" de "Preface" a "New Zeland" de "Maybe We're Making God Sad and Lonely", e que dizer de "Passing", autêntica obra prima da modernidade...

Ouçam-me dreamend pelo amor de... qualquer coisa!






domingo, 15 de abril de 2007

2007.ABRIL.14 COCOROSIE – AULA MAGNA


Após ter iludido todos os seguranças da Aula Magna e só porque alguém se recusou a ver o concerto do camarote VIP ( o Champagne e o camarão não deviam estar grande coisa), acadeirámo-nos, quase junto ao palco, para delirar com as irmãs Cocorosie.

Tudo começou com TEZ o homem que engoliu várias caixas de ritmos...




Odeio a expressão “one man show”; faz-me lembrar aqueles espectáculo de casino de 15ª categoria ou os “jovens talentosos” dos programas cinzentões de pseudo entertenimento do canal 1 que impreterivelmente nos entediavam, até mais não, as tardes de Sábado ou de Domingo.

TEZ é somente um prodígio! É um Prince cantando à capela, em acompanhamento Beat…

De seguida as Irmãs CocoRosie, duas princesas nada conventuais, quem disse afinal que os anjos eram assexuados?

A voz de Sierra é cristalina, alegre, doce…



























A voz de Bianca é distorcida, triste, fria…



























Que dialética tão perfeita!


“E onde é que elas arranjam aqueles brinquedos magníficos?”

TEZ também voltou, todo ele ritmado. Recostei-me pela 30ª vez para mirar o boné de Bianca e a “arrepiante” harpa de Sierra…
...acabara de descobrir que OS ANJOS TAMBÉM TÊM SEXO...
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