dedicado a todos os sons perdidos...

domingo, 6 de maio de 2007

NIN - Year Zero - CAPITAL G


Mais um álbum de ódios legítimos. Força Trent Reznor!

E quem será o energúmeno, a quem dedicas esta letra?


I pushed a button and elected him to office and uh!
He pushed a button and it dropped a bomb
You pushed the button and could watch it on the television
Those motherfuckers didn't last too long uh-uh!
I'm sick of hearing about the have's and the have not's
Have some personal accountability
The biggest problem with the way that we've been doing things is
The more we let you have the less that I'll be keeping for me

Well I used to stand for something
Now I'm on my hands and knees
Traded in my god for this one
And he signs his name with a capital G

Don't give a shit about the temperature in Guatemala
Don't really see what all the fuss is about

Ain't gonna worry about no future generations and uh!
I'm sure somebody gonna figure it out
Don't try to tell me how some power can corrupt a person
You haven't had enough to know what its like
You're only angry cause you wish you were in my position
Now nod your head because you know that I'm right, alright!

Well I used to stand for something
But forgot what that could be
There's a lot of me inside you
Maybe you're afraid to see


Well I used to stand for something
Now I'm on my hands and knees
Traded in my god for this one
And he signs his name with a capital G




quinta-feira, 3 de maio de 2007

2007.05.02: Aula Magna - Joanna Newsom

De volta ao mágico e angelical refúgio da Capital, eis mais uma noite em que um anjo tomou forma humana e hipnotizou os comuns mortais…

Joanna é um doce ! Ainda bem que decidi rumar à Aula Magna neste dia tão cinzento em que só aquela harpa nos podia confortar a alma !

Do cimo dos enormes tacões e sentada a dedilhar efusivamente tão delinquentes cordas, soltou-se uma voz tão bela e verdadeira ! (Quantas são as vozes que em super produção roçam a perfeição, e se desvanecem na hora da verdade, no chão de um palco…)

Estou decidido a aviar as malas e de trouxas e mobilias feitas assentar, de vez, arraiais em tão idílico recanto ! Se me quiserem visitar no meu novo antro, dar-vos-ei entradas para a próxima festa de anjos em forma de Mulheres…

Só faltou mesmo a aparição final, no foyer, para que a romaria tomasse dimensões “bíblicas”, ateismos à parte é claro…







terça-feira, 1 de maio de 2007

1 de Maio! Sempre, sempre... e sempre ! ! !


Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
E a sede de uma espera só se estanca na torrente
E a sede de uma espera só se estanca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada

Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão habitação saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir











sexta-feira, 27 de abril de 2007

Joanna Newsom

Sim, agora estou verdadeiramente confuso.

Após escutar esta harpa e esta voz sinto-me tentado em rumar à Aula Magna no próximo dia 2 de Maio!

Ajudem-me a decidir...


Joanna Newsom - Sprout and the Bean

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Fausto...

Existem coisas verdadeiramente espantosas...

Aproximadamente, dez anos atrás, o meu amigo pacl (l'enfant terrible) depois de voltar da sua viagem pela Holanda, deu-me de recuerdo, uma espantosa relíquia que encontrara numa loja de discos: Um exemplar do sempre magnífico e inigualável por este rio acima...

No dia de hoje, qual não é o meu espanto, em frenéticas pesquisas sobre Fausto, a única página, digna desse nome, que me aparece é de um holandês...

Tenho de admitir que isto não deveria ser possível, e substituo espantosas por vergonhosas...


Fausto... nl

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Galaxie 500 & New Order

Dupla satisfação no myspace dos Galaxie 500.

Além do maravilhoso when will you come, já lá vão 18 anos; parece que foi ontem...



uma versão de ceremony, ao vivo...






... Já agora, o original, passados 23 anos, também ao vivo...





... ou 26, em NYC, com Bernard (Albrecht) Sumner, perfeitamente irreconhecível...






quarta-feira, 25 de abril de 2007

25 de Abril...SEMPRE ! ! !




Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.


Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.






























A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

O Pintor morreu...

O Pintor morreu...




Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou:

Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir.

Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores.

De quem é o carvalhal? É nosso!

Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso.

Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena.

Diz lá, valeu a pena a travessia?

Valeu pois.










domingo, 22 de abril de 2007

2007.ABRIL.22 - Analog Days - Indie Lx - Londres



Ainda hoje, passado tanto tempo, não me sinto indiferente a decades, the eternel, atmosphere, disorder, …

Ainda hoje, tenho um carinho muito grande por movement, que comprei a meias com alguém, por uns míseros mil escudos, numa feira da Gare do Oriente, já lá vão “uns anitos”!

A C7 de analog days lembra-me as de Daniel Johnston e o seu mercado artesanal.
Não tenho hoje, em minha casa, nenhum leitor analógico em que pudesse ouvi-las - somos uns vendidos da era da globalização digital actual…
A nossa honra, é apenas salva, pelos milhares de mp3, que circulam pelos cabos dos nosso phones…

“Esta é uma boa canção” – Faço minhas as palavras de Martin. Mais do que isso é a melhor deste século – so here we are é única ! ! !

Já não me sentia levado por uma música, numa sala de cinema, desde Charlotte e Bob naquela viagem de taxi no fim da noite, ao som de sometimes, naquele filme em que a tradução portuguesa é que é um lugar estranho…

Políticas e outros conteudos à parte, Analog Days não é o resumo de três décadas musicais, mas faz muito bem a sua ligação…

Sinceramente, apenas espero que nunca tenha o seu título em português, não vá alguém chamar-lhe – “Os dias do Vinil”…












sábado, 21 de abril de 2007

2007.ABRIL.20 - Sofa Surfers - São Jorge




Não foi divinal!

Não foi sublime!

A coordenação com as imagens de Paul Glawogger é perfeita. As vozes, os sons, os efeitos e a guitarra, ... também!

Mas não foi do "outro mundo"!

Foi um arranque de Festival muito musical, muito Indie...















sexta-feira, 20 de abril de 2007

DREAMEND...JÁ!!!


Decididamente, não consigo parar de ouvir Dreamend.

Vou dizer uma grande asneira mas sinto-me a flutuar entre as guitarras sónicas dos Mogway, Sonic Youth ou My Bloody Valentine e os sons mais calmos dos Blue Nile e depois voltar ao psicadelismos dos Pink Floyd in Live at Pompeii...

Não me canso de ouvir as "Elipsis" de "Preface" a "New Zeland" de "Maybe We're Making God Sad and Lonely", e que dizer de "Passing", autêntica obra prima da modernidade...

Ouçam-me dreamend pelo amor de... qualquer coisa!






domingo, 15 de abril de 2007

2007.ABRIL.14 COCOROSIE – AULA MAGNA


Após ter iludido todos os seguranças da Aula Magna e só porque alguém se recusou a ver o concerto do camarote VIP ( o Champagne e o camarão não deviam estar grande coisa), acadeirámo-nos, quase junto ao palco, para delirar com as irmãs Cocorosie.

Tudo começou com TEZ o homem que engoliu várias caixas de ritmos...




Odeio a expressão “one man show”; faz-me lembrar aqueles espectáculo de casino de 15ª categoria ou os “jovens talentosos” dos programas cinzentões de pseudo entertenimento do canal 1 que impreterivelmente nos entediavam, até mais não, as tardes de Sábado ou de Domingo.

TEZ é somente um prodígio! É um Prince cantando à capela, em acompanhamento Beat…

De seguida as Irmãs CocoRosie, duas princesas nada conventuais, quem disse afinal que os anjos eram assexuados?

A voz de Sierra é cristalina, alegre, doce…



























A voz de Bianca é distorcida, triste, fria…



























Que dialética tão perfeita!


“E onde é que elas arranjam aqueles brinquedos magníficos?”

TEZ também voltou, todo ele ritmado. Recostei-me pela 30ª vez para mirar o boné de Bianca e a “arrepiante” harpa de Sierra…
...acabara de descobrir que OS ANJOS TAMBÉM TÊM SEXO...
.







sábado, 17 de fevereiro de 2007

2007.FEVEREIRO.17 - RÁDIO MACAU - Pav. Atlântico

É evidente que a noite teve muitas pessoas no palco, outros intervenientes, outras gentes...

Mas os "meus gostos esquisitos e elitistas" centraram-se em matar saudades, dos concertos de anos bem idos, da Xana, do Flak e afins...

Começando pela Cidade Fantasma passando pelo Amanhã é sempre longe demais e Elevador da Glória e concluindo no Anzol, foi um desfilar de algumas (poucas), mas boas canções!


Longe do maravilhoso concerto na praça de touros da Figueira da Foz no início do Verão de 91... resta esperar por novas datas ou aproveitar para ver, os até agora tão fantásticos MicroAudioWave de Flak...





Até parecia mal, e eu sei que existe alguém, que jamais me ia perdoar se não estivesse aqui, uma foto (neste dia) do grande Zé Pedro Rock & Roll ! ! !




sábado, 10 de fevereiro de 2007

2007.FEVEREIRO.10 - NIN - Coliseu dos Recreios

1º dia da tournée europeia...

Trent é invadido pela sua genialidade e pela sua loucura...

O som e as luzes rebentam mais de um par de vezes, sem que com isso os NIN queiram parar! São os azares de uma 1ª noite...
Trent liberta os seus demónios... Será que os demónios também têm sexo! Ou será Trent um anjo transfigurado?!

Só nunca hei-de perdoar não ter ouvido, nesta noite, "we are in this together" - Era simplesmente obrigatório! Fez parte do espectáculo da noite seguinte...
Também se lamenta nem um encore para amostra...

FOI BOM, MAS NÃO FOI INESQUECÍVEL ! ! !






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